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Movimento Cultural: Teatro do Parque – 110 anos servindo a Arte & Cultura dos Pernambucanos (*)

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Bento de Aguiar & o Teatro do Parque

  •  Há 110 anos, era inaugurado, na Rua do Hospício, o Teatro do Parque, mandado construir pelo empresário e comendador Bento Luiz de Aguiar. Na estreia tivemos a encenação da peça  O 31, pela Companhia de Operetas e revistas Portuguesas Luiz Galhardo. O high society recifense prestigiou a noite de arte. Recebendo os convidados estavam Bento Luiz de Aguiar e sua esposa Josefina.

Comendador Bento Luiz de Aguiar (Foto: Acervo de Eunice Aguiar Pereira) – foto 2

No elenco era formado pelos atores Carlos Leal, Antonio Gomes, Jayme Silva, José Moraes, Irene Gomes, Margarida Vellloso, Francisca Martins, Francisca Brazão, Emma de Oliveira, Elvira Martins e Elisa Santos, além do tenor era Salles Ribeiro. Chegou de Portugal, via Rio de Janeiro, a bordo do paquete Essequiboao até o Recife, um dia antes da festa de inauguração.

A fachada do Teatro do Parque (Foto: Antônio Tenório/Museu da Cidade do Recife) – foto 1

As poltronas da plateia eram de palhinha trançada e os encostos das cadeira dobravam. Note, a preocupação do Comendador para o conforto do publico. A alegria e agito dessa inauguração foi interrompida no dia 2 de setembro, ou seja nove dias depois, com o falecimento repentino do comendador Bento Luiz de Aguiar, aos 54 anos. A causa da morte foi uma moléstia grave. No final da tarde aconteceu o funeral, que saiu da seu palacete da Rua São João, no bairro de São José, feito pela Casa Agra, para o Cemitério de Santo Amaro.

Judith Correa, Antônio Gomes e Carlos Leal (Fotos: Teatro do Parque de Lêda Dias) – foto – 3

O teatro, que ficava ao lado do Hotel do Parque, que era outra magnífica e de muito luxo, não ficou a dever em nada ao seu vizinho. O sonho do Comendador era construir um Parque de Diversões. As estruturas do Teatro era de ferro, no estilo art-noveau, e foram trazidas da Europa. O engenheiro responsável,  foi o inglês K. M. Macgreggor, que orçou a obra em cerca de 200 contos. Não quanto seria em reais, os economistas que façam as contas.

Mário Nunes, as atrizes Elvira Martins e Emma de Oliveira (Fotos: Teatro do Parque de Lêda Dias) foto – 4

Toda estrutura do Teatro Parque veio transportada de navio da Alemanha. Uma recomendação que a obra fosse para o clima tropical. Podia-se notar muitas janelas no primeiro andar, e no térreo portas para tudo que era lado, para arejar o ambiente. Na área externa tinha um pequeno jardim de hortênsias que era de deixar o recifense sem fôlego. Nele repousavam mesas redondas e cadeiras de ferro (pintadas de vermelho e verde, em homenagem a Portugal) e madeira.

O Teatro do Parque em obras (Fotos: Teatro do Parque de Lêda Dias) – Foto – 5

Os jardins era o point para os frequentadores, pois nos intervalos poderiam entre um gole de chá e uma colherinha de sorvete comentar o espetáculo e porque não, as fofocas da cidade. Os falsos vitrais da boca de cena do Parque, foram grifados pelo artista plástico Mário Nunes e os medalhões que decoravam os camarotes do artista plástico Henrique Elliot. Enquanto o Teatro de Santa Isabel remetia para óperas, cantatas e concertos, o Parque para vaudevilles.

(*) Fonte: Fernando Machado – Blog – Publicado em 2015

 


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