A crônica de Marco Soares - Memórias afetivas e Positividade tóxica

Por Paulinho Muniz / Dom Pablito

Terça-feira, 09 de Março de 2021 12:45
Categoria: Crônica, História, Efemérides, Causos e casos


uma forma de atenuar profundas frustrações e-ou extrema necessidade de afirmação. Ninguém é feliz o tempo todo
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MEMÓRIAS AFETIVAS E POSITIVIDADE TÓXICA

a) Marco Soares

Há algum tempo eu li no story de uma amiga de Facebook uma frase que me pareceu primorosa: “Não confunda memórias afetivas com amor”.

Hoje, na chamada do programa Mais Você, da Ana Maria Braga, anunciou -se a discussão do tema “Positividade Tóxica”, que eu sempre desconfiei existir.

O primeiro tema encerra uma verdade indiscutível: muitas vezes, experimentamos mais felicidade com as lembranças de momentos afetivos vividos com uma pessoa em tempos pretéritos do que com a própria convivência com esta mesma pessoa em tempos atuais.

Neste caso, o relacionamento provavelmente já não mais signifique amor. Talvez, amizade, gratidão, conveniência, submissão às regras sociais.

No caso do segundo tema, a positividade tóxica, há quem procure incessantemente, especialmente nas redes sociais, mostrar um vida que beira a perfeição, um verdadeiro conto de fadas, o que pode ser uma forma de atenuar profundas frustrações e/ou extrema necessidade de afirmação. Ninguém é feliz o tempo todo!

Em ambos os casos, o resultado da insistência nessas situações poderá ser um passaporte para a frustração e/ou uma viagem para a depressão.

O texto é apenas para provocar uma reflexão. Afinal, isso é um assunto para psicólogos, não é Ana Maria Sobral?

Mas, não custa nada seguir o que diz uma música do nosso cancioneiro popular:

"Quem espera que a vida

Seja feita de ilusão

Pode até ficar maluco

Ou morrer na solidão

É preciso ter cuidado

Pra mais tar não sofrer

É preciso saber viver!"

(*) Autor: Marco Aurélio Ferreiro Soares. Marco é sanharoense, engenheiro, professor, cronista, poeta e escritor. É colaborador pioneiro do Blog Oabelhudo


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