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Artigo / Opinião: – Parte Homero Fonseca, referência em jornalismo e literatura em Pernambuco (*)

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Parte Homero Fonseca, referência em jornalismo e literatura em Pernambuco

  • “Sempre admirei o seu profissionalismo, o cuidado na apuração de notícias, o zelo em ouvir todas as fontes envolvidas na reportagem. E, sobretudo, o seu texto sempre perfeito e criativo. Tinha o dom de escrever com leveza até mesmo sobre tragédias…”

Transtornada com a partida, hoje, do jornalista, escritor, e amigo de longas datas, Homero Fonseca que vinha lutando contra o câncer. E que, mesmo durante a doença, não se abateu diante da sede de escrever. Tanto que, lançou dois livros  recentemente, entre  2025 e 2026:  “Jaraguá, o herói inzoneiro”  e  “Jornais em Guerra” . Mas, infelizmente, não conseguiu comparecer às duas noites de autógrafos por conta da doença.  O primeiro lançamento foi na Praça de Casa Forte, em dezembro do ano passado. E o segundo, no Museu do Estado, em julho de 2026.

O velório será nesse domingo (23/8), no Cemitério Morada da Paz (em Paulista), sala 4, das 12 às 18h. Tínhamos uma amizade antiga, desde os tempos que éramos repórteres em sucursais de jornais do sul do país. Sempre admirei o seu profissionalismo, o cuidado na apuração de notícias, o zelo em ouvir todas as fontes envolvidas na reportagem. E, sobretudo, o seu texto sempre perfeito e criativo. Tinha o dom de escrever com leveza até mesmo sobre tragédias, como as grandes enchentes do Recife e as do São Francisco, que fez cobertura, no século passado, quando trabalhávamos juntos no Jornal do Brasil.

Durante um período, moramos no mesmo bairro, e costumávamos nos ver, pelas manhãs, quando tínhamos crianças pequenas. Mais tarde, meu filho, Thiago, trabalhou com Homero na Cepe, na Revista Continente. Diz Thiago que  grande parte das visões de mundo que tem hoje as deve à convivência como o experiente jornalista, então editor da Continente. Não é só isso. Homero era generoso na troca de saberes. Gostava de ensinar aos mais novos os segredos do jornalismo, da apuração de reportagem, da exatidão na escrita enxuta.

Até hoje, Thiago cita sempre uma frase que ele lhe disse durante a apuração de uma matéria: “Nunca confie na primeira fonte. Desconfie até do Papa”. Fonte, no jarguão jornalístico, é aquela pessoa que nos passa uma informação. Entre outras obras publicadas, Homero nos deixou “Tapacurá, Viagem ao Planeta dos Boatos”, “Jornais em Guerra”, “Roliúde”, “Pernambucânia”, “Tarcísio Pereira, todos os livros do mundo“, entre outros. Que Deus o tenha. E que a passagem tenha sido tranquila. Solidariedade a Iracema, Pedrinho e toda a família.

  •  Nos links abaixo, mais informações sobre Homero Fonseca

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(*) Autora-Fonte: Letícia Lins / Publicado no Blog #OxeRecife
Foto: Acervo #OxeRecife


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